Dona Edith do Prato Альбом Список (информатика) (Дискография & Хронология)

Edith Oliveira Nogueira (Santo Amaro da Purificação, 1916 — Salvador, 8 de janeiro de 2009), mais conhecida como Dona Edith do Prato, foi uma percussionista e cantora brasileira, reconhecida por sua contribuição singular ao samba de roda do Recôncavo Baiano. Tornou-se notável por utilizar um prato de louça e uma faca como instrumentos de percussão, técnica com a qual desenvolveu um estilo próprio e autêntico, sendo considerada uma das grandes guardiãs da tradição musical afro-baiana.
Cantava samba-de-roda na sua cidade natal, em geral interpretando temas de domínio público do recôncavo baiano. Nas festas onde cantava, conheceu seus dois maridos.
"Ela começava a tirar os primeiros sons da metade de uma cuia de queijo quando brincava de fazer comida no quintal de casa. Na adolescência, tocava prato e assim descobriu um som diferente e foi aperfeiçoando. Para ela, o prato tinha que ser de louça e o mais barato, e a faca de inox, sem cabo de madeira. Não teve referência artística, mas um dom, que foi desenvolvendo aos poucos. Ela nunca se imaginou artista"
– Ninho Nascimento, produtor musical, neto de criação de Dona Edith
Em 1970, subiu ao palco pela primeira vez, num espetáculo ao lado do cantor e compositor Roberto Mendes, em Salvador. Participou da gravação do álbum Araçá Azul (1973), de Caetano Veloso, cantando Viola meu bem e participando também de Sugar Cane Fields Forever. Dez anos depois, gravou a chula Filosofia pura no disco Ciclo (1983), de Maria Bethânia.
Em 2002, Caetano e Bethânia voltaram a gravar com Dona Edith, no CD Vozes da Purificação, lançado pela gravadora Biscoito Fino, com a participação de um coro formado por oito cantoras santoamarenses. Além dos dois irmãos, outros músicos baianos, como Gilberto Gil, Roque Ferreira e Mariene de Castro apontaram a cantora como influência em sua música.
Morreu de falência múltipla dos órgãos, em 2009, poucos dias depois de sofrer um acidente vascular cerebral.
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